Dás antes de oferecer assim como quem quer receber,
Sonhas antes de adormecer assim como quer quer acordar,
Dizes antes de falar assim como quem ouve...
limpa o sangue, antes que sujes a carpete!!!
usas antes de te servir assim como quem não quer usufruir,
casas-te antes de namorar assim como quem não quer se compromoter ,
lembras-te antes de te recordares assim como quem não se quer esquecer...
limpa o sangue, antes que sujes a carpete!!!
assim como quem quer definhar, danças antes de encontrar par,
assim como quem quer ganhar, choras antes de perderes,
assim como quem quer soborear, cheirar, tocar, ouvir e ver, morres antesd e nasceres,
assim como quem quer a sua carpete limpa, limpas o sangue antes de o sujar!
terça-feira, 18 de outubro de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
a ultima oração
A oração não é o acto de orar. È só a vivência de um momento com o prenuncio do nosso alento.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Entardecem-nos antes de nos amanhecer

Corto-te a boca em sorrisos multiplico-os por mil e subtraio a soma de mais um, porque a minha conta da-me mil vezes tu com os noves fora e eu, fica o que com eu fico, a raiz quadrada do nenhum.
Mascaro a noite de dia e ponho-me de novo a multiplicar que o meu dia amanhece de tarde e entardece antes da manhã... e se eu entardeci antes de amanhecer, não foi por te conhecer nem por te perder, foi por ter aprendido a somar e por contar que a conta de adicionar não me subtraísse o que de mim veio e que de mim se foi...
Colo-te na parte de trás dos teus olhos o mapa do que de mim fugiu e que na minha mascara nunca sumiu... se o encontrares, perdido estou, no um que vezes mil nos traz um acrescente para lá de exactamente; mil e um!
terça-feira, 26 de outubro de 2010
"Não mãe eu não me vou casar! eu sou a minha Própria Mulher.
...
Guardo as antiguidades porque fazem parte de historias que influenciaram a nossa historia, a historia da nossa vida ...deita-las for seria como arrancar páginas de um livro, do livro da nossa historia...
Eu preciso acreditar que-há muito tempo, num sotão- uma tia generosa deu ao seu sobrinho um livro e uma benção. E que um rapazinho - vestido com o casaco da mãe -sobreviveu a uma onda de soldados de artilharia...."
Teatro político..
A história de um livro capaz de salvar vidas..
A história de um herói na guerra..
Uma biografia histórica em ensaio teatral ..
Captação poética de uma escrita ardilosa(capaz de omitir a palavra travesti)..
Para intelectuais simplórios de convicção e abertos a mais que uma nova razão.
Um espetáculo em cena no Teatro da Comuna, em Lisboa, de 14 a 30 de outubro.
Guardo as antiguidades porque fazem parte de historias que influenciaram a nossa historia, a historia da nossa vida ...deita-las for seria como arrancar páginas de um livro, do livro da nossa historia...
Eu preciso acreditar que-há muito tempo, num sotão- uma tia generosa deu ao seu sobrinho um livro e uma benção. E que um rapazinho - vestido com o casaco da mãe -sobreviveu a uma onda de soldados de artilharia...."
Teatro político..
A história de um livro capaz de salvar vidas..
A história de um herói na guerra..
Uma biografia histórica em ensaio teatral ..
Captação poética de uma escrita ardilosa(capaz de omitir a palavra travesti)..
Para intelectuais simplórios de convicção e abertos a mais que uma nova razão.
Um espetáculo em cena no Teatro da Comuna, em Lisboa, de 14 a 30 de outubro.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Assim São os Felizes
Mentes presas no tempo sem tempo.....assim são os livres.... felizes por terem do tudo o nada e nada desejarem do tudo.
Aprende a desaprender e perde-te no ganhar.
A essência de ter essência fica entre o alí e o por cá mas não me leves daqui, por favor não me tentes levar, trás-me mais para cá e não para um outro acolá, ou falaremos por belas cartas eu aqui e tu do lado de lá!
video fixed
Aprende a desaprender e perde-te no ganhar.
A essência de ter essência fica entre o alí e o por cá mas não me leves daqui, por favor não me tentes levar, trás-me mais para cá e não para um outro acolá, ou falaremos por belas cartas eu aqui e tu do lado de lá!
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Zé Passarinho
terça-feira, 31 de agosto de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Apenas Para Mim
Deleita-me o breu da noite
Deleita-me toda a hora tardia
Deleita-me o perigo do túnel
Deleita-me existir apenas o (meu) mundo
Aqui, neste momento
Onde apenas existem meus órgãos sensoriais
Onde tudo o que está por detrás desta porta não interessa
Onde só te vejo numa imagem nublada
Onde tudo me importa somente a mim
Onde ninguém alcançará o que sinto
O que me dá tanto prazer
Tanta loucura
Tanta vontade
E ao mesmo tempo
Tanta incerteza
Tanta vulnerabilidade
Tanta tristeza
Aqui onde somente Eu e mais ninguém existe
Deleita-me Sim...
Deleita-me esboçar traços do meu mundo
Para ninguém...Apenas para mim
Deleita-me toda a hora tardia
Deleita-me o perigo do túnel
Deleita-me existir apenas o (meu) mundo
Aqui, neste momento
Onde apenas existem meus órgãos sensoriais
Onde tudo o que está por detrás desta porta não interessa
Onde só te vejo numa imagem nublada
Onde tudo me importa somente a mim
Onde ninguém alcançará o que sinto
O que me dá tanto prazer
Tanta loucura
Tanta vontade
E ao mesmo tempo
Tanta incerteza
Tanta vulnerabilidade
Tanta tristeza
Aqui onde somente Eu e mais ninguém existe
Deleita-me Sim...
Deleita-me esboçar traços do meu mundo
Para ninguém...Apenas para mim
..de Maria Peixinho
sábado, 19 de junho de 2010
Memorial del árbol
Tu abuelo, nos contaste, intuyendo el final de su existencia en la Tierra, fue diciendo adiós a los amigos, a su familia, a la naturaleza, porque quería estar lúcido y presente cuando la muerte llegara. Por eso, se abrazaba a los árboles que guardaban las páginas escritas de su vida.
Tú, que has sido también todos los nombres, no terminas aquí. 2010 es ya, para siempre, el año de la muerte de José Saramago, pero tus libros forman un maravilloso bosque de dignidad. Y yo me abrazo al árbol para mantener tu memoria.
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
A Doença Dos Acordados Que Sentem
"A ira, a ansiedade, o medo, os remorsos e os sentimentos de culpa, a insatisfação emocional, entre outros, provocam um aumento de certas hormonas que podem fazer subir a tensão arterial.
Muitas pessoas têm a tensão arterial elevada quando estão acordadas, mas normal quando dormem!
Muitas pessoas têm a tensão arterial elevada quando estão acordadas, mas normal quando dormem!
terça-feira, 1 de junho de 2010
Réu
Amordaço-te e peço-te para falar
embriagado de julgamentos
celebro hoje teus tormentos
respira-me a mim e aos ventos
hoje terminaram os encantamentos
esventro-te aonde me esfaqueaste
bem vinda ao jogo que nunca jogaste
na injuria que ontem injuriaste
ardes na fogueira que me queimaste
amordaço-te e peço-te para falar
...o sal temperas na água do teu desgosto
mas á criança roubaram-lhe a fantasia
e á monogamia apresentaram-lhe a orgia.
és um livro com cheiro fetidido de demasiada maresia
paginas a mais escreveram te uma capa impura e vazia.
...o sal temperas na agua do meu desgosto.
embriagado de julgamentos
celebro hoje teus tormentos
respira-me a mim e aos ventos
hoje terminaram os encantamentos
esventro-te aonde me esfaqueaste
bem vinda ao jogo que nunca jogaste
na injuria que ontem injuriaste
ardes na fogueira que me queimaste
amordaço-te e peço-te para falar
...o sal temperas na água do teu desgosto
mas á criança roubaram-lhe a fantasia
e á monogamia apresentaram-lhe a orgia.
és um livro com cheiro fetidido de demasiada maresia
paginas a mais escreveram te uma capa impura e vazia.
...o sal temperas na agua do meu desgosto.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Chuva Numa Tarde De Primavera
.
Sente o que já sentiste, sente o que já mentiste, sente o que nunca pediste, sente....
sente a falta e sente a soberba e meia, solta-te de ti mas não desta teia.
onde chegaste então? à memória de onde tudo o que dizias não parecia um palavrão,
hoje de palavra a mais o mouco passou a rouco,
a música das palavras mudas são o pó das paginas desfolhadas de uma esquecida história...
esta escolha do ficar leva-nos tudo mas tudo leva-nos a ficar na escolha de tão viva memória...
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Zé Passarinho
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Se o homem consegue ver o grão da areia em vez do areal,
Se o homem consegue ver a pétala em vez da flor,
Se o homem consegue ver a estrela cadente em vez do céu estrelado,
Se o homem consegue ver o salpico em vez do riacho,
Se ele foi abençoado com o dom de reparar,que demência o faz só para ela olhar?
Talvez porque viu nela algo que ela própria nunca reparou...
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Carta Aberta a quem de direito:
Eu não quero saber qual é o carro que tu conduzes,

se conheces alguém que conhece alguém,
Muito menos onde vives,
se as tuas roupas são o sucesso da estação,
Eu não quero saber o limite do teu cartão,
Se vives ou sobrevives
Se és da lista-A lista-B ou lista-de-Ninguém,
Nem quero saber se ao passares os homens tu seduzes.
Quero saber se gostas infinitamente de palmilhar as ruas,
se te conheces e aonde te conheceste,
e em que casa tu hoje te revives,
se na do teu ser ou aonde vives,
se sentes que se calhar já amadureceste,
E se já aprendeste o valor da partilha dessa
s palavras tuas.
Eu só quero realmente saber das palavras que brotam da tua mente,
Elas serão sempre o que tu realmente possuirás ,
Elas serão sempre o ultimo reduto onde habitarás.
E de todos os investimentos este será de todos o teu mais consciente.
E foram elas as únicas coisas que não me deixaram esquecer de tí.
Não foram os teus ossos e a tua pele que me fizeram gostar de tí.
Não nego a beleza da capa do livro mas o prazer estará na leitura,
eu não me apaixonei por as tuas belas camuflagens
eu não me apaixonei por os sítios das tuas viagens
nem foi a lembrança que alguma vez me trouxeste que perdura.

Eu não me apaixonarei por mais nada a não ser as palavras
que brotarem da tua extraordinária mente,
por o teu e tão teu verdadeiro eu....
quarta-feira, 12 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Economia de Mercado de Uma Relação

Remoem-me mas não me mói, aloja-se mas não me entranha, interroga-me mas não me exclama, a façanha de uma vida de mão dada onde se troca a palavra prezada e mesmo assim alguém se exclua com o que é anterior ao eco e oferende as premissas selectivas do "Eu não faço isso...", sim correcto mas, mas.. eu não quero saber se tu o fazes, eu quero saber se nós o fazemos... "Eu não sou assim!" pois bem, e nós somos? "Não me fazes isto!", não fazemos isto a nós ou nós não o fazemos?
Pois bem numa economia de mercado, dirigi-me depois a uma reprografia e antes a uma empresa de Recursos Humanos, a pessoa para mim nunca será um numero mas passará a ser sempre apenas mais um gráfico e antes do laço da união vê-se o espaço de intercessão...aonde ambos fazem isto e não fazem aquilo e temos a relação que sempre se quis. À noite apaga-se a luz e se o momento for de criar pequenos curvas de Lorenz, apaga-se ainda mais a luz e de luz totalmente apagada, pede-se um silencio absoluto para se sonhar e com uma fantasia de ponta e de reza empírica escrita na mente, tenta-se recordar os mal falados pontos de não intercessão pois eles pertenciam a quem realmente nos fazia palpitar o coração...
Cabrão deste coração comunista, bem que podia parar de se consumir e passar a se prostituir por esta ou outra economia de cadência mais Liberalista!
Auto-referencialidade de um palavrão
A mente de ser o que não se tem por querer, deambula na amargura e num veneno que perdura, sob qual cada um deveria padecer da respectiva cura. Mas partilha é isso mesmo é o acto de nos pormos a jeito para apanhar, levar e não se dizer que não se está a gostar e sem a educação perdida desejar um; volte sempre e não um até qualquer dia!
Do que estou a falar? Do que tu queres ouvir! Não estaremos todos nós a ouvirmos sempre o que queremos falar. Mas mais interessante do que isso é o resquício castrador do preconceito e que quase tudo leva a eito, amarguras do ser e de quem tempo não têm e muito menos terá,lê meio texto, vê meio filme ouve meia conversa, toma meio registo mental e está pronto para tentar um bacanal na excursão ao proximo café, com a carteira em uma mão e uma bagagem de carne na outra puxando-a para o matadouro de mais uma vazia sedução. Vomita as notas mentais das tais frases sublinhadas, junta-lhes uns desdizeres bem seus e começa a sua busca de superficiais prazeres..neste teatro cheio de falsete, começa mais uma busca por um novo brilharete...
Ofereço-vos então meia linha, oferece-vos um cheiro de meia frase, meio sentimento e valor e meio para assim poderem galvanizados jogar a apanhada do parecer mas garanto-vos que dificilmente vos fará sentir o que é acontecer.
Porque o castrado do experimentar e impotente do sentir ao ouvirem um novo som de uma antiga arpa, vão reparando no cabelo da arpista que deveria ser loiro alpista, porque isso sim, de facto faria-a muito melhor artista...
quarta-feira, 28 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Porque há viaJens que nasceram para não mais ter fim(não me troquem o verbo pelo sujeito s.f.f.)
Os eixos do comboio fazem um som constante, nada de chiados e chiares agudos e insurgentes não respeitadores das batidas compassadas que nos habituamos a seguir quer naquela bateria de uma nossa musica que sempre ouviremos ou naquele coração que volta e meia lá tivemos por desacerto que o ouvir com suas mais que certas e assertivas batidas. Os bancos são mais confortáveis que o normal, não são da típica pele velha acastanhada,que de tantos cheiros já não cheira a nada, são de cores vivas que parecem ter ainda mais vida com a luz que quase encadeia e ganha ainda uma segunda vida na branca carruagem.
Num desses confortáveis bancos segue um rapaz franzino de corpo e largo de sorriso não habituado a tais andanças segue com uma postura tímida e com um olhar furtivo, dificíl de agarrar, esconde-se debaixo de uns volumosos fones, que se usam por estas alturas...O comboio segue mais acelerado que os restante, mesmo quando apressados. O jovem não sabia o que o seu comboio parecia saber, ingenuamente fazia planos para lá do depois, escutando as palavras de claros refrões não sabendo se era era ele que ouvia o seu cruel sentido se foi quem as escreveu que lhas ofereceu assim. Embriago por notas soltas e empolgado entre uma rima e outra soltou; O Manel Cruz é o Camões do presente!! Logo se virou um senhor de blazer vincado, cabelo grisalho bem penteado e com umas fartas barbas brancas que ia deixando escapar um sorriso acolhedor prontamente lhe questionou tal afirmação entoada com garra a mais para um moço tão novo, procurando não a razão mas a emoção de tal entoação. Foi então que o rapaz se fez mais homem, refraseou, limou, tirou e voltou a colocar, deu-lhe cor e deixou pontos às escuras. E o resto da viajem esse tal senhor de aspecto intocavel não resistiu e partilhou os fones com esse rapaz de tenra idade, uma viagem digna de um pai sem filho e um filho sem pai. E esta quinta-feira esse rapaz voltou a viajar e de fones postos eu viajei com ele ...
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Concerto,
Foge Foge Bandido,
Manuel Cruz
terça-feira, 30 de março de 2010
A Curta que substitui o Documentário de logo à noite.
O que se passa à nossa volta jorra tanto sumo que o irreal é um espremedor sem utilidade. Apetece proclamar uma jura eterna ao documentário com o seu cheiro a vida, o seu sabor a crú e o seu som não virtual. E porque não estende-la aos livros dos factos sobre factos que não nos fazem perder tempo com os não factos e que retratam uma grande coisíssima nenhuma. E a pintura? Para que nos serve o quadro que nos retrata coisa nenhuma e a sua cor ou ausência da mesma que só tem utilidada para nos auxiliar na distinção entre uma ou outra tela?
Esta equação só tem afronta pela palavra de conjunção meta, pela imagem de projecção surrealista ou pelo som para lá do cá experimentalista, quando maestradas numa valsa a três tempos em que com passos na diagonal a Realidade é tocada com uma ligeireza a toda a prova e como se isso não fosse suficiente com sincronizados rodopios nos mostram o para além dela mesma, os seus alongamentos e continuações dessa dança que nos escapa mesmo quando somos o par da mesma.
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