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terça-feira, 30 de março de 2010

A Curta que substitui o Documentário de logo à noite.

O que se passa à nossa volta jorra tanto sumo que o irreal é um espremedor sem utilidade. Apetece proclamar uma jura eterna ao documentário com o seu cheiro a vida, o seu sabor a crú e o seu som não virtual. E porque não estende-la aos livros dos factos sobre factos que não nos fazem perder tempo com os não factos e que retratam uma grande coisíssima nenhuma. E a pintura? Para que nos serve o quadro que nos retrata coisa nenhuma e a sua cor ou ausência da mesma que só tem utilidada para nos auxiliar na distinção entre uma ou outra tela?
Esta equação só tem afronta pela palavra de conjunção meta, pela imagem de projecção surrealista ou pelo som para lá do cá experimentalista, quando maestradas numa valsa a três tempos em que com passos na diagonal a Realidade é tocada com uma ligeireza a toda a prova e como se isso não fosse suficiente com sincronizados rodopios nos mostram o para além dela mesma, os seus alongamentos e continuações dessa dança que nos escapa mesmo quando somos o par da mesma.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Quando um Ponto Final se Torna o Seu Próprio Ponto Final






Ao ver as minhas palavras acabarem num texto que não terminou
um rosto mascarado de fantasias e alegorias logo se aproveitou,
com pontos finais para um só fado quase a minha essência beijou
com os falsos pontos de exclamação as suas não verdades cantou,
com palavras de um outro alguém, passo a passo a sua entrada manipulou,
acendeu a luz do lugarejo onde de repente entrou
e viu que o alguém que sempre procurou dali voou,
eu em mim sinto que já lá não estou,
pára de me procurar aonde o vicio secou,
pára de acender a luz de onde já cá não estou,
Pára!!
Pára!!
Pára!!
Prometi-me que o meu eu começaria mas não terminaria mais em mim,
é no sorriso com que me cruzo que esse eu encontra a minha paz e o teu Fim .

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O Mundo não gira sobre a tua Couve

Falamos, falamos e falamos... e ao falarmos é porque já falamos connosco antes de passar mesmo ao falar e ás vezes quando passamos ao falar, falamos connosco próprios, ao mesmissimo tempo que falamos quer connosco quer com o falar...Ha! E não é que aí ouvimos, sim aí ouvimos, ouvimos e voltamos a ouvir... a nossa voz, aliás uma voz que julgamos ser nossa com o timbre que nos satisfaz e nos pareça sempre o mais audaz... o que realmente nos apraz..  

E o que falará a nossa Voz?
Não me digas, fala de Nós?
Sim, que ninguém a Ouve!
Ho, pobrezinha da Couve!