segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O fado (desgarrado) do SilvatÍ


Mais uma vez Silvatí

de gatas quasi andastí, 

mais velho ficastí, 

mas  não mudastí.


Nota-se que já cá andastí,

nesta vida quasi amargurasti,

mas copo na mão segurastí,

tu nao mudasti.


Seu charme já lançasti

a moças por quem passasti,

que ó depois  nem telefonasti,

tu nao mudasti.


O amigo sempre acompanhastí,

do vizinho nem te lembrasti

a resmunguice lhe oferendastí,

tu nao mudasti.


Ai, mais velho ficasti,

quase me apanhastí.


Ai mais velho ficastí,

resmungao não te tornasti.


já o eras e assim ficastí,

(toma lá que já almoçastí!!)

tu não mudastí.


mas do amigo sempre cuidasti,

nas necessidades sempre o abracasti,

tu não mudastí!!








quarta-feira, 19 de agosto de 2009





Dá-me a tua mão e vamos ser mais que alguém que a vida é feita para nós!!! 
Acordar é bom , mais facil é dormir, mas aí estamos sós. Dá-me a tua mão que somos mais que ninguém, a vida passou a ser narrada por nós!!!



terça-feira, 11 de agosto de 2009

Andanças 2009

Andas, andas e perguntas sempre como te chamas... e andas, andas... sem sair de um sitio que não é o sitio, mas um, um igual ao dois e ao  três mil quatrocentos e vinte e sete triliões de encontrões reprovatorios ao teu eu. Sítios que conjugam rotinas de todo banais que nos fazem soltar uma língua que nos pergunta,   se alguma vez desejamos ser normais.
Solta-te e...respira, liberta-te e...respira, desprende-te e aprende-te, envolve-te em ti enamorando o que te rodeia e então semeia, deixa de ser uma flor e transforma-te em jardineiro.
Descobre um passo acerta o outro,  estás a aprender a andar e se já souberes mais que  simplesmente olhar então vais reparar que na andança finalmente-te te iniciaste  e que em teu redor pessoas atiravam-te sorrisos com os quais sem te aperceberes, dançaste.
Não tenhas medo de te perderes nas andanças de andanças que nos põem a mais que andar, acerta o teu passo e voltaras a ter ar para de novo... respirar...



terça-feira, 28 de julho de 2009

Adormeci ao Acordar de tí (II)


Acordei com vontade de Amar...

mas menos que amei ontem, que o ontem ainda me corrói 

e se fores meu confidente confesso-te que pouco mas  doí. 


Acordei com Vontade de amar...

 como anteontem, de me suster embaraçado 

mas  menos enovelado 

com aquele sorriso...

aquele que me esquartejava sempre em local preciso..


Acordei com vontade De amar...

como antes do anteontem, e antes do antes..na verdade os antigos do ontem 

talvez nem contem..

ainda não sabia adicionar quanto mais o somar... 


Acordei Com vontade de amar... 

de certeza, muito mais do que amanha,

amanha sinto que estarei cansado 

e o sonhar   um verbo conjugado 

num pretérito mais que passado.



sexta-feira, 24 de julho de 2009

Adormeci ao Acordar de tí (I)

Acordei...
Quantas horas eram... nem sei! Nem reparei,
nem sequer olhei e mais uma vez nem as contei. 
Também sabe-las, retira - me mais um pouco da pouca liberdade que me assiste 
e rouba-me uma das poucas desculpas que apesar de larapinos ainda de pé resiste, 
a desculpa para não contar as horas em que o acorrentado sorri,
a desculpa para não contar as horas em que como actor não fingi, 
a desculpa para não contar as horas  que negarei que dormi.

 




quarta-feira, 8 de julho de 2009

O Mundo não gira sobre a tua Couve

Falamos, falamos e falamos... e ao falarmos é porque já falamos connosco antes de passar mesmo ao falar e ás vezes quando passamos ao falar, falamos connosco próprios, ao mesmissimo tempo que falamos quer connosco quer com o falar...Ha! E não é que aí ouvimos, sim aí ouvimos, ouvimos e voltamos a ouvir... a nossa voz, aliás uma voz que julgamos ser nossa com o timbre que nos satisfaz e nos pareça sempre o mais audaz... o que realmente nos apraz..  

E o que falará a nossa Voz?
Não me digas, fala de Nós?
Sim, que ninguém a Ouve!
Ho, pobrezinha da Couve!






quinta-feira, 2 de julho de 2009

Morrer para não Matar II

 


As palavras que ouves de olhos abertos
são inspiradas nas que dizes de olhos fechados.