Fotografei passos coloridos,nesta cidade perdida no tempo do preto e branco, enquanto cantavas sorrisos em verso, nestas ruas saídas da época de um cinema mudo.

Pela noite embalas a Cidade dos encontrões e dos fartos sermões, e ela fica deserta, enquanto a atravessas sem olhar para trás e prossegues com o teu cantar. Emolduraste-te no baloiço de um jardim, o sagrado local de frenesim dos não cépticos,os eternos incompreendidos mas à solidão nunca rendidos pois são eles que cantam ao luar e fazem este Mundo muito mais que simplesmente girar.
As ondas da Cidade salpicam me por atenção, a velha na janela da-te um sermão, os eléctricos reclamam por tradição mas fotos amareladas, sempre amarrotadas, demasiado degradas que não foram feitas sequer para estarem emolduradas são deitadas ao vento e ao som de um novo Fado, tú...
Roubas o travo a café de final de tarde e dizes que é teu,
Ofereces o sorriso perfumado a baunilha e dizes que é meu.