sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Espero pela ausência da luz e acordo na minha cruz, procuro a voz de quem me quer tão bem, mas eu sou mais eu sem ninguém...

O escuro das ruas encosta-se e debruça-se sobre mim, sorrio enquanto aguardo pelo seu fim fantasiando por mais uma palavra oca e por um beijo suficiente forte da tua boca...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Valor da Vontade













A vontade de sonhar, faz-nos acordar a perceber que podemos escolher a forma de voar...Nunca deixes de sonhar, mas levanta-te quando o despertador voltar a tocar...






"Que espanto poderá causar o facto de acabarmos por nos

tornarmos desconfiados, de perdemos a paciência, de nos

agitarmos impacientes? De que essa esfinge nos tenha também

ensinado a fazer perguntas? Quem afinal vem aqui interrogar-

nos? Que parte de nós mesmos tende “para a

verdade”?Realmente detivemo-nos por muito tempo perante a

questão da causa dessa vontade – até que acabamos por quedar

em suspenso perante uma questão ainda mais fundamental. Foi

quando perguntamos pelo valor dessa vontade. Admitindo que

queremos verdade, porque não havíamos de preferir a não

verdade? E a incerteza? E mesmo a ignorância? Terá sido o

problema da verdade que se nos apresentou ou, pelo contrário,

fomos nós quem se lhe apresentou? Quem de nós é aqui Édipo?

Quem a esfinge?[...]"

(NIETZSCHE; 1982, p. 11)

domingo, 24 de janeiro de 2010

domingo, 10 de janeiro de 2010

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Esperança...

Um bloqueio do raciocínio
Um Vírus contagioso
que se propaga no sofá vincado e amassado.
O Vício dos divorciados de fresco dos "é" e para onde "é", serem então,
o que "eram" e para onde "foram".
O sonho nunca me causou Urticária,
já a esperança sempre me coçou,
com os sem confiança,
os idealistas da cagança,
sempre à espera daquele vento que trará a bendita Mundança...

Esperança tenho menos que pouca,
falarei-te um dia de sonhos
e ai, a voz ficará mais que rouca.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Passarinho de volta ao seu ninho



Em contagem decrescente, deixei de ser um ponto perdido no céu, lá em baixo, as cores que iluminam a cidade já me são conhecidas, os desordenados prédios, são me familiares... inspiro e já quase que sinto os cheiros dos jardins, das livrarias, dos cafés... mas os meus olhos quase a fechar de cansaço, continuam a perder se por entre as estrelas que murmuram sonhos... E negam-se descaradamente a olhar para o que dizem já ter visto tantas e melhores vezes quando estão fechados. Aterro e alguns corredores á parte, busco os meus pertences...
e juro que é desta não me vences!!!



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Zé Passarinho e A Mulher

(no meio urbano, ergue-se uma visão de calma, sobressaindo o azul vivo do céu que o Sol anima. Ve-se ao longe cúpulas e monumentos sobre a massa homogénea das casas.)


Mulher -...Parece tudo tudo tão sereno!
Passarinho - ...Parece difícil perceber como há tanta gente zangada com o Mundo...
Mulher - Estão zangados, porque não aproveitaram as constantes oportunidades que lhes permitiam defenir a sua essência.

(Pela primeira vez Z.P. poem um semblante compenetrado, pára de fitar o infinito e os seus olhos anseiam por as palavras da M.)

Passarinho - Como por exemplo?
Mulher - Como ver uma fotografia de Man Ray...
Passarinho -Como ver um filme de Kar Wai ...ouvir John Lee Hooker...ou Billie Holiday!
Mulher - ...ou Billie Holiday!

(Ficam parados a olhar para baixo, como se estivessem a escutar o canto chorado de Billie e a sua musica de desencontros, mas a voz da M. corta abruptamente o silêncio desconfortavel que se adivinhava!!)

Mulher - ...Ou ver os cambiantes da Luz da Manhã a irem mudando... (Silêncio)...ou permitir apaixonar-se!!

(Z.P. estremece com o olhar enquanto a M. o olha com o olhar mais que eternecido, ele fita o infinito de sobracenlha fechada até que as mãos da M. o obrigam a encara-la.)

Mulher - Prometes-me uma coisa?
Passarinho - Tudo!!
Mulher - Não vamos deixar a celebração acabar. Não iremos deixa-la acabar, nunca mais!!! Prometes?!

(Continua...)